Recordar é viver – Senta que lá vem história.

Viajar é muito bom, não é mesmo ? Principalmente quando rende história para vida toda! Hoje eu gostaria de contar sobre meu passeio a Ouro Preto. Um momento inesquecível e que até hoje rende ótimas risadas. Recordar é viver. Senta que lá vem história.

Viajar

                            – Do Verbo; 1.Eu não tenho dinheiro mas sou cheio de vontade. 2. Deslocar-se para um local distante. 3. Percorrer. 4. Visitar. 5. Gastar.

– Tá, mas aonde você quer chegar com essa explicação toda? 

Amigos, eu gostaria de falar com vocês que viajar é maravilhoso, não importa para onde, com quem e qual o meio de transporte você utilizará. Só o ato de sair do seu local de costume já é uma grande conquista! Sem contar que você aprende muito viajando. Viajar é TOP.

Amigos. Gostaria de recordar com vocês um momento louco durante minha viagem! Vem conferir! Garanto que você vai amar! Recordar é viver!

É claro que vou falar daquela cidade que é famosa porque possui uma arquitetura ícone. Um passado banhado a ouro. É maravilhosa porque sustenta até hoje a história de grandes nomes da Arte Brasileira.

Se estivéssemos num relacionamento sério eu diria assim:

– Gostosa!

– Irresistível

– Impressionante como o tempo só te valoriza. Ouro Preto.

 

Pessoal, eu amo Ouro Preto. Tenho uma paixão incrível.

            Conheci Ouro Preto através de uma viagem que fiz com um grupo de amigos! Alugamos uma Van e saímos de Marataízes para passar um final de semana em Ouro Preto!

Era para ser uma viagem cultural, afinal – só tinha professor naquela excursão. Mas não sei em que momento o objetivo se perdeu e tudo não passou de uma aventura.

Quem já andou de Van sabe como é pouco confortável – a poltrona tem limitação na inclinação e você não tem muito que fazer além de ouvir boa música, beber e contar piada! Fizemos isso até certo ponto, porque quando se bebe muito o corpo já sinaliza alguns sintomas do tipo, Quero Comer, quero Banheiro. E como não tínhamos levado nenhum lanche e a van não possuía banheiro o jeito foi parar numa conveniência e ser roubado com o valor do Salgado e os R$ 2,00 reais do banheiro.

            Neste momento já beirava às 22 horas e nem tínhamos saído do Espírito Santo ainda. Mero detalhe. Né? O negócio era curtir o caminho. Várias paradas para ir ao banheiro (Banheiro de Posto de Gasolina Fechado e cheio de Caminhão parado) Aposto que pensavam que éramos Prostitutos ganhando a vida loucamente!

            Finalmente chegamos a Ouro Preto. Às 3:00 h da madrugada! Jogamos as malas no quarto e nos lançamos para um baile que estava acontecendo bem próximo à pousada que estávamos hospedados.  O cansaço era nada perto da vontade de continuar a beber. Ficamos horas a fio bebendo e curtindo do lado de fora da baladinha. Era tudo lindo!

            Como o objetivo era curtir, então, eu e mais um amigo ficamos até o show particular acabar, fizemos amizade com um rapaz (Guia) local e fomos beber em qualquer lugar que estivesse aberto.     Bom, foi aí que pude sentir na pele a expressão “É logo ali” entenda.

– Guia: Vamos beber na conveniência que tem próximo a rodoviária.

– Amigo: Onde que fica?

– Guia: “É logo ali”.

Gente, como assim? Andamos muito e o local não chegava nunca! 

– Já chegou? “Ainda não, é logo ali”.

Parecia que eu estava andando numa esteira – Apenas subíamos um morro sem fim. Um frio louco. Mas era tudo encantador. Ou apenas parecia, porque eu fingia o tempo todo.

– E aí, você consegue chegar lá?

– Claro que consigo! Afirmava. (Mentira gente – estava quase morrendo. Fazia muita força)

            Eu só voltei a beber porque a sede era enorme – E como a água estava quase o mesmo preço que a cerveja. Escolhi pela água, claro! Estando no local! Bebemos três garrafinhas de água e voltamos à pousada.

            E “dá-lhe” problemas.  Vou elencar os problemas para não ficar tão grande o post. Confira.

O quarto era para cinco pessoas. Não tinha cama para todos! E Alguns dividiram a cama

  • Havia um roncador no grupo. A mesma pessoa dormia apenas de roupa íntima.
  • A pousada era toda em madeira. Qualquer pisada mais forte todos ouviam. Em casas antigas é comum apenas a estrutura de cimento ou barro. Dentro de casa as paredes eram de madeira. Enfim. Era tudo Mara!
  • O banheiro era pequeno – A estrutura parecia com banheiro químico. Apelidei o trambolho de Nave da Xuxa!
  • Quando eu passava o sabonete num lado do corpo e me movia, ele deslizava na parede e saia todo o sabão! Por fim eu ensaboei as paredes da Nave e me esfreguei nelas.
  • Deitamos para dormir às 8h. O café sairia às 09h30min e ficaria até às 10h30min. O combinado era deitar e apenas descansar os pésDormimos e só acordamos às 10h25min.
  • Quando fomos tomar café os pães eram contados. O jeito foi falar o número do quarto errado! Só aí ganhamos dois pães de vantagem. A fome era grande.
  • Fui visitar as igrejas – Não paguei o guia porque me sentia o sabido. Resolvi fazer de conta que era de um grupo que estava sendo guiado. Pior momento: Fui fazer uma pergunta e o Rapaz logo disse: – Você está sem pulseira!

Toma distraído.

  • Almocei na promoção “Pague 10 reais e coma quantas vezes quiser”.
  • Comprei todas as lembrancinhas de pedra sabão da vida!
  • À noite fomos curtir os bares. Entramos num PUB e bebemos todas. Saímos de lá mais pobre ainda. Uma costelinha assada com molho barbecue custava 45,00 reais.
  • Compramos um Chandon. Era para ser tudo discreto. Mas o Garçom saiu do bar todo fantasiado de branco e carregava um balde em suas mãos. Fez muita firula. Era pra ser chic, mas ficou cafona porque só nós que estávamos tomando Chandon.
  • O bar estava quase fechando – Não importava para nós! Compramos outra garrafa de Chandon e o dono nem se importou com tamanha extravagância. Fomos despejados do bar. Não tem problema. Fingimos estar bêbados e saímos com duas Taças nas mãos.(furto)
  • Saímos do bar. Nossos amigos sentados na calçada bebendo cerveja. Estava mais animado. Fato!
  • Deixamos o local e subimos o morro em direção a Estatua de Tiradentes.
  • O momento baixaria começa agora. Fomos à pousada e pegamos a garrafa de Vodka.
  • Loucos tomando vodka na taça de Chandon. Esse feito atraiu alguns estudantes loucos que vagavam ali.
  • Fizemos amizade e trocamos figurinhas culturais.
  • Passava um violeiro e alguém gritou: – Toca um Funk. Ele ficou com muita raiva e correu atrás de nós com a viola querendo nos pegar… Estávamos Bêbados, só voltamos pra salvar a garrafa de Chandon que já havia sumido!

Sem reação e com medo dos gritos do Violeiro: “Nunca mais vocês voltem aqui” “Tiradentes tem raiva de gente como vocês” “Sumam de minha cidade” Entramos na pousada e aí começa nossa despedida!

O jeito foi voltar pra casa com todas estas lembranças!!! Mas eu amei a experiência! Foi muito bom!

Espero que vocês tenham curtido essa viagem louca! Quero dizer que mesmo com todas as contradições eu ainda amo Ouro Preto. Amo Minas Gerais e todas as cidades! Recordar é viver.

Sei que o texto ficou grande! Mas se você quiser poderá compartilhar um momento louco com a gente! Nosso e-mail é: contato@semgaragem.com Até a próxima.

Encontre as fotos desta e de outras viagens no Instagram:

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